O ministro da Previdência, Amir Lando, espera fechar amanhã um acordo com os aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) sobre o pagamento da dívida de R$ 12,3 bilhões da diferença de cálculo dos benefícios. A dívida refere-se aos benefícios concedidos entre março de 1994 e fevereiro de 1997, cujo cálculo não levou em conta a URV (Unidade Real de Valor). Para esses benefícios, a diferença pode chegar a 39,67%.

Segundo Lando, o encontro de amanhã reunirá representantes dos ministérios da Previdência, Fazenda, além de aposentados e pensionistas do INSS. Uma das propostas em estudo pelo governo prevê o pagamento dessa dívida do INSS com os aposentados em até oito anos.

Estudo do Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical mostra que 146 mil pessoas – do 1,88 milhão com direito à revisão – não estariam vivas para receber o pagamento em até oito anos. “Quem nasce vai morrer. Eu só posso lastimar. Gostaria que todos vivessem um pouco mais. A vida e a morte andam de mãos dadas”, disse Lando em relação ao estudo.

Segundo ele, a Previdência “busca uma solução rápida” para o problema. “Não posso oferecer uma solução mágica. Temos um passivo de R$ 12,3 bilhões e um acréscimo de fluxo de caixa anual de R$ 2,3 bilhões”, afirmou o ministro, referindo-se às diferenças que precisam ser pagas aos aposentados do INSS.

Lando afirmou ainda que o tempo de pagamento do acordo seria menor se dependesse dele. “Mas não depende. Não posso decidir sozinho.”