Moedas prateadas de R$ 1 foram
as primeiras a sair do mercado.

O Departamento de Meio Circulante do Banco Central planeja fazer a substituição gradual de todas as moedas antigas em circulação no país. A primeira moeda substituída foi a prateada de R$ 1, cujo prazo para a troca pela nova – prateada com um aro dourado – em qualquer agência bancária encerrou ontem.

A partir de hoje, quem ainda quiser trocar as moedas de R$ 1 prateadas deverá dirigir-se a uma das 10 sucursais do BC ou a uma das 146 agências do Banco do Brasil espalhadas pelos 27 estados autorizadas a continuar o processo. A lista de agências está no site do BC (www.bcb.gov.br). As moedas antigas, cunhadas a partir do lançamento do Plano Real, em 1994, apresentam problemas de falsificação e de identificação – são muito parecidas entre si e dificultam, por exemplo, o comércio com máquinas eletrônicas.

Por isso, o BC decidiu, em 1998, começar o processo de substituição. As moedas antigas serão recolhidas de forma gradual para que a Casa da Moeda possa arcar com os custos e para que não haja prejuízo para a sociedade.

O BC não soube informar o custo da substituição das 210 milhões de moedas de R$ 1 prateadas. Ele informou apenas que cada moeda nova de R$ 1 custa cerca de R$ 0,21 e permanece em circulação, em média, 10 a 12 anos.

Se comparado às cédulas de R$ 1, que custam R$ 0,10 para a impressão e circulam em média apenas um ano, o benefício de optar pelas moedas é muito maior.

Além disso, se todas as moedas de R$ 1 prateadas forem recolhidas, o BC terá 900 toneladas de aço inoxidável que deverão ser leiloadas entre empresas do setor de siderurgia. Dessa forma, o banco vai diluir os custos do recolhimento e financiar a confecção de novas moedas.