As montadoras de veículos conseguiram hoje (27) dar mais um passo rumo à minirreforma tributária que vem sendo reivindicada pelo setor. O Congresso Nacional aprovou o projeto que estabelece a contribuição ?monofásica? do PIS/Cofins (Programa de Integração Social e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social). As empresas passam a recolher diretamente esses impostos, eliminando a cobrança em cascata nos demais segmentos da cadeia produtiva e de distribuição.

O próximo desafio é convencer o governo, principalmente a Receita Federal, de que a carga tributária incidente sobre os automóveis brasileiros é uma das mais altas do mundo e sua redução ajudaria a incrementar as vendas internas e as exportações. O preço do carro fabricado no Brasil agrega, em média, 33,3% de impostos, índice que nos países europeus varia de 13,8% a 16,7%. No Japão, é de 9,1% e nos Estados Unidos, de 6 6%.

Agora, os esforços do setor vão se intensificar na aprovação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros médios para 15%. A alíquota para o segmento é de 25%, enquanto para os modelos populares é de 10%. O setor aguarda ainda a regulamentação de mudanças no recolhimento do IPI dos fretes, também já aprovada.