Números da Federação Nacional da Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) comprovam que o interesse feminino em planejar o futuro cresce a cada ano. Hoje, 44% dos 13 milhões de planos de previdência privada ativos no País são de mulheres. Em 2000, dos cerca de 5 milhões de planos, 35% eram do público feminino.

“A tendência é ter cada vez mais mulheres na previdência, sobretudo se levarmos em conta que hoje, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 35% dos lares brasileiros são sustentados pelas senhoras”, prevê Renato Russo, vice-presidente da Fenaprevi.

A consolidação econômica feminina é apontada por outros especialistas como o fator que tende a impulsionar a participação delas no mercado de previdência complementar. E a expectativa de o público feminino atuar cada vez mais na administração financeira fez o Santander criar o Projeto Mulher. “Entre os produtos voltados ao público feminino, temos a Previ Mulher, que é o carro-chefe”, conta Sinara Figueiredo, superintendente de investimentos do banco. Entre os bancos de varejo (como Itaú Unibanco, Bradesco, HSBC, Banco do Brasil), o Santander é o único que tem planos de previdência direcionados exclusivamente às mulheres.

As aplicações mensais, que terão condições especiais em março – em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, celebrado hoje – na Previ Mulher são de, no mínimo, R$ 100, com taxa de carregamento de 2% e de administração de 2% sobre o valor investido. Na Brasilprev, uma das maiores companhias de previdência privada e que trabalha sob a bandeira do Banco do Brasil, dos 1,19 milhão de clientes da empresa, hoje 43% são do sexo feminino.