O criador que não vacinou o rebanho (bovino ou bubalino) contra a febre aftosa até o último sábado (30), e não comprovar a imunização com a apresentação de notas fiscais de compras de vacinas até o final desta semana, vai pagar multa de R$ 56,30 por animal não vacinado. A advertência foi feita ontem pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.

Sábado foi o prazo final para aplicação da dose nos rebanhos, conforme previa a segunda etapa da campanha de imunização contra febre aftosa. A vacina é obrigatória para todo o rebanho, independente de idade, raça e sexo dos bovinos ou bubalinos.

A Secretaria da Agricultura adverte para o risco da recente descoberta de foco de aftosa no Paraguai, numa localidade que fica a apenas 100 quilômetros da fronteira com o Brasil. Por ser transmitida por vírus, a doença encontra facilidade de propagação.

“A vigilância deve ser permanente e temos que manter cuidado máximo para não sermos surpreendidos”, aconselha o secretário Deni Schwartz. Para ele, existe uma conscientização coletiva por parte dos criadores sobre a importância da imunização. “A multa, se for aplicada, vai atingir poucos infratores”.

Desde 1995 o Paraná não constata nenhum foco de aftosa. A manutenção desse status sanitário é importante para continuidade das exportações de carne bovina “in natura” ao exigente mercado europeu. Em maio de 2000, o Paraná ganhou a certificação de área livre da doença – com vacinação – da Organização Internacional de Epizootias (OIE), em Paris. A próxima etapa do processo para o Estado é ganhar o sinal verde internacional para não mais precisar imunizar o rebanho bovino – e bubalino – contra aftosa.