O desempenho da maioria dos municípios paranaenses melhorou de 2002 para 2008, com a educação e a saúde puxando o avanço, e o emprego e renda mantendo evolução mais discreta.

Foi o que o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) concluiu, ao analisar os três quesitos nas estatísticas que compõe o Índice Ipardes de Desempenho Municipal (IPDM). Os números de 2008 foram divulgados ontem, pelo órgão estadual.

De acordo com a pesquisa, em 2002, o IPDM médio dos municípios do Paraná era 0,567. Em 2005, o índice subiu para 0,622 e, em 2007, para 0,657. Em 2008, o indicador passou para 0,661.

A maior evolução foi observada na educação, que partiu de 0,589 em 2002 para 0,717 em 2008. A saúde passou de 0,689 para 0,786. Já o índice de renda, que era de 0,424, subiu de forma mais amena, para 0,481.

O índice varia entre 0 e 1, sendo que, quanto maior, melhor é o desempenho. O Ipardes ainda separou os indicadores em quatro grupos: municípios com índice entre 0 e 0,399 são classificados como de desenvolvimento baixo, de 0,4 a 0,599 ficam no grupo médio-baixo, e de 0,6 a 0,799 ficam no médio. Apenas locais com IPDM maior que 0,8 são considerados de alto desenvolvimento.

Segundo o pesquisador Paulo Delgado, do Ipardes, as maiores diferenças entre os municípios do Paraná apareceram na categoria de emprego e renda. “Houve uma redução dessa diferença entre 2002 e 2005, mas depois ela se mantém e sofre uma ligeira queda em 2008”, analisou, ressaltando que, no período, o emprego formal se continuou se concentrando nas principais cidades e seus entornos, com 100 municípios polarizando cerca 90% dos postos de trabalho do Estado.

Para Delgado, quase todos os municípios paranaenses estavam, em 2008, em situação melhor do que seis anos antes. Em 203 casos houve mudança no nível de desempenho.

A maioria passou do nível médio-baixo para o médio. Em 2008, só Doutor Ulysses, município do Vale do Ribeira, era considerado de baixo desempenho. Em 2002, eram 15 os locais nessa condição.

O pesquisador do Ipardes destacou que, além do Vale do Ribeira, outra região que apresentou vários locais com índices ruins foi a Centro-Sul. Ainda assim, ele afirmou que a maioria desses municípios melhorou o índice desde o início da década.

Por outro lado, enquanto em 2002 nenhum local do Paraná estava no nível alto, em 2008, esse número passou para oito, com Curitiba, Londrina, Maringá, Douradina, Floraí, Palotina, Lobato e São Manoel do Paraná nesse grupo.