Apesar de a economia brasileira ainda não estar 100% recuperada da crise econômica que vem atingindo o país desde 2014, os setores de comércio e serviços do Paraná não têm do que reclamar do ano de 2017. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados pelo Governo do Estado nesta segunda-feira (19), após dois anos recuando por causa da crise, o comércio teve crescimento de 4% em relação a 2016 e os serviços avançaram 5% no mesmo período. As médias paranaenses são muito superior à nacional – no país, o comércio teve crescimento de 2%, enquanto os serviços tiveram desempenho ainda pior, com queda de 2,8%.

 

Para o diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes), Julio Suzuki Júnior, o desempenho do Paraná se deve ao aumento da produção das empresas, a retomada da geração de emprego e aumento da renda. “O que se observa é um crescimento tanto do emprego formal quanto do número de trabalhadores por conta própria, o que gera renda para o consumo das famílias. As empresas, por sua vez, estão produzindo mais, o que demanda serviços como transporte para a movimentação de mercadorias e aumenta venda do comércio de combustíveis”, exemplifica.

Maior demanda

No comércio, a maior parte das vendas se refere a combustíveis e lubrificantes, além de esquipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (sendo que os dois grupos tiveram aumento de 17,5%). Outro setor que teve bom desempenho foi o de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com crescimento de 3,3%.

Já entre os serviços mais procurados no ano de 2017, estão alojamentos, restaurantes e hotéis (com alta de 17,9%), transportes, serviços auxiliares dos transportes e correios (crescimento de 14,9%) e serviços profissionais, administrativos e complementares – como contadores, advogados e arquitetos, dentre outros (que tiveram avanço de 4,6%).