A Páscoa, com os ovos de chocolate e as refeições diferenciadas, pode causar um rombo no orçamento familiar. Normalmente há este gasto extra nesta época do ano, mas existem maneiras de escapar da gastança.

Controlar o impulso, pesquisar preços, aproveitar as promoções e usar a criatividade podem ajudar a compor uma Páscoa farta e sem problemas financeiros.

“São praticamente três dias com alimentos e itens que podem mexer no orçamento, com a compra de ovos de chocolate e refeições com pratos à base de bacalhau”, lembra Marcos Crivelaro, professor da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap) e consultor em finanças.

Hoje, amanhã e no próprio domingo, estabelecimentos podem fazer promoções, para que o estoque não fique parado. “Vale a pena esperar. Quem compra antes tem a vantagem de achar um ovo específico. Se esse não é o caso, é bom aproveitar as promoções. Não é ovo quebrado ou amassado, mas encalhado. Lógico que os locais de compra devem ficar cheios nestes dias. No entanto, se a pessoa tiver o espírito, vai fazer um bom negócio financeiramente”, explica Crivelaro.

Ele ainda aconselha a compra de ovos artesanais e caseiros, que possuem preços mais baratos por não terem uma carga excessiva de impostos e muitos gastos com mão-de-obra.

Se precisar presentear muitas pessoas, uma opção mais em conta é a colomba pascal, bolo típico da Páscoa. Outra sugestão seria trocar o ovo de chocolate por várias caixas de bombom, cujos valores totalizam o preço de um único ovo.

“Para a criança ou a família reunida, o que vale é comer o chocolate. E assim é possível ter mais e com o mesmo valor. Outro exemplo, no caso de uma família de cinco pessoas, é comprar um ovo de um quilo, no lugar de cinco ovos de 200 gramas cada. Sai mais barato e ainda cria uma lembrança familiar”, afirma o professor.

Para os peixes, utilizados nos pratos destes três dias, Crivelaro sugere a aquisição de outros tipos a não ser o bacalhau, que tem valores altos no mercado. Existem opções desde os enlatados, como o atum, até os peixes frescos. A economia, segundo Crivelaro, pode ser de 50% no valor do quilo do produto.

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