O ministro das Finanças da Itália, Pier Carlo Padoan, buscou diminuir as expectativas de que um acordo decisivo sobre ajuda a Grécia deva ser firmado na reunião deste sábado que envolve ministros das Finanças dos 19 países da zona do euro em Bruxelas.

Ao chegar para o encontro, Padoan afirmou que a reunião “não é sobre chegar a um acordo esta noite”.

Os ministros vão analisar o pedido de resgate da Grécia e suas propostas econômicas, as quais receberam aprovação de uma grande maioria no Parlamento grego na madrugada deste sábado no país. Sem um acordo, a Grécia corre risco de sair da zona do euro.

“Estamos com a mente aberta para encontrar uma luz verde para a negociação de amanhã”, disse Padoan.

Se os ministros da zona do euro falharem em chegar a um acordo neste sábado, então o bastão pode ser entregue aos líderes da região, que devem se encontrar em Bruxelas no domingo para uma reunião de emergência. Se houver um acordo neste sábado, porém, dizem as fontes, a reunião de domingo pode não ser necessária.

O comissário europeu, Pierre Moscovici, considerou que há uma decisão de peso pela frente. “É difícil exagerar a importância da decisão, pelos 10 milhões de gregos que fizeram sacrifícios e que queremos que continuem na zona do euro, pela zona do euro inteira que acaba de emergir de uma crise e precisa de estabilidade e confiança e pela economia do mundo, que também enfrenta muitas incertezas”, declarou.

A Grécia precisa de ? 74 bilhões em novos recursos, concluíram as três instituições que supervisionam o programa de resgate da zona do euro em estudo sobre o proposta grega, de acordo com informações dadas por três autoridades europeias à Dow Jones Newswires. O pacote pode incluir ? 16 bilhões vindos do Fundo Monetário Internacional (FMI), caso a instituição decida participar do novo pacote de ajuda, afirmaram as fontes.

Na chegada à reunião, o ministro das Finanças da Áustria, Hans Jorg Schelling, defendeu que o FMI deve participar do pacote. A Alemanha, que deseja manter o apoio a Grécia em um nível mínimo, deve discordar das demandas do FMI por um perdão da dívida. Fonte: Dow Jones Newswires e Associated Press.