O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, disse que, apesar de o governo federal ainda ter de estabilizar o sistema bancário dos EUA, nenhum dos grandes bancos do país é um “zumbi”, e afirmou que a estatização não é “algo justificado nem necessário”

Apesar disso, Bernanke afirmou que o Citigroup e outros bancos precisam se fortalecer ainda mais. O Citi “está certamente sob estresse”, mas está dentro dos critérios de um banco bem capitalizado”. “Isto não quer quiser que não precise se fortalecer”, disse, acrescentando que “outros bancos” também precisam do mesmo.

Bernanke disse que o termo “instituição zumbi” foi utilizado no contexto japonês, quando os bancos não faziam empréstimos, e que os EUA estão em uma situação muito diferente. “Não acredito que nenhum grande banco dos EUA seja uma instituição zumbi atualmente”, acrescentou. “Todos eles estão emprestando. Todos eles são viáveis.”

Ele afirmou que o governo norte-americano não teve escolha a não ser intervir e ajudar empresas como a seguradora American International Group (AIG), descrita por Bernanke como uma boa empresa “que sofreu uma emboscada” de sua própria divisão de produtos financeiros. O custo do colapso tanto da AIG quanto do banco Lehman Brothers seria de “múltiplos trilhões” de dólares, acrescentou.

Bernanke não forneceu aos legisladores uma previsão sobre qual seria o custo total dos planos de resgate do governo, nem comentou se as autoridades precisarão que o Congresso autorize a liberação de fundos adicionais

O Congresso norte-americano aprovou um pacote de auxílio ao setor bancário de US$ 700 bilhões no ano passado. No entanto, em seu plano de orçamento, o presidente dos EUA, Barack Obama, incluiu uma salvaguarda que, na prática, alerta os congressistas que o governo pode precisar de mais do que isso para estabilizar o setor financeiro.

A necessidade de recursos será determinada pelos “testes de estresse” que estão sendo realizados pelos reguladores nos maiores bancos do país, disse Bernanke, ressaltando que também dependerá da maneira como a economia irá evoluir.

O presidente do Fed disse também que os EUA terão “déficits enormes” no curto prazo, mas que eles são inevitáveis. Ele também exortou os formuladores de políticas a evitar que a dívida do país supere 60% do Produto Interno Bruto (PIB). As informações são da Dow Jones