A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) avalia que será grande a demanda dos industriais pela nova linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), lançada na última quarta-feira. O diretor de Captação e Fomento da Fiep, Luiz Virgílio Macedo, considera que o Programa de Geração, Produção e Emprego (Progepem) vem em momento oportuno, porque as indústrias precisam investir na capacidade instalada e também de capital de giro.

“Esta linha é importante, pois chega para reforçar o capital de giro, comprometido com investimentos em maquinário para aumento de produção”, afirma Macedo. Ele acrescenta que existem setores da indústria paranaense que estão chegando ao limite de 100% de produção, em razão do incremento das vendas internas (com alta de 9,17% até julho) e das exportações (41% no acumulado do ano).

Macedo considera que o fluxo deste crédito é favorável, em razão dos baixos custos e bons prazos. O BNDES deve liberar R$ 2,5 bilhões de reais, sendo que R$ 1,2 bilhão será destinado para as grandes empresas e R$ 1,3 bilhão para as micro, pequenas e médias empresas.

Com relação aos spreads, estes vão variar de acordo com o tamanho da empresa, 3,5% ao ano para as pequenas e 5,0% ao ano para as grandes empresas. Os prazos das operações também são atraentes, cerca de 24 meses, com 12 meses de carência.

Pelo programa, haverá ênfase para pequenas empresas, associadas aos Arranjos Produtivos Locais (APLs). Além disto, o governo está priorizando os setores de borracha, bebidas e refrigerantes, vestuário, farmacêutico e higiene e limpeza.

Definição

Virgílio Macedo alerta apenas que o governo precisa estabelecer os critérios desta linha. “Ainda não foram divulgadas pelo BNDES as regras para se candidatar a esta operação”, afirma.

Macedo informa que as operações para grandes empresas vão de dez mil reais a R$ 100 milhões. Já para as médias será de até R$ 4 milhões, sendo que para as pequenas o limite é de R$ 500 mil e as microempresas de até R$ 100 mil.

Quanto aos juros, o BNDES estabelece que as operações envolvendo as micro, pequenas e médias empresas serão indiretas e vão adotar a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), com 9,75% ao ano, mais 5,5% ao ano. No caso das médias e grandes empresas, será diretamente com o BNDES e os juros serão TJLP mais 11,0% ao ano.

Para as grandes que possuam fiança bancária, a taxa se reduzirá entre TJLP mais 9,0% ao ano, podendo chegar a 3,5% ao ano.