A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) espera que o Brasil escape do pior da crise global e tenha contração apenas marginalmente este ano, graças às imediatas respostas fiscal e monetária à desaceleração da atividade econômica brasileira. Em seu relatório de perspectiva econômica, publicado nesta terça-feira (31), a OCDE observa que o País perdeu fôlego no fim do ano passado, por causa da queda na produção industrial.

A OCDE prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) do País encolherá 0,3% em 2009, após crescimento de 5,1% em 2008. A nova estimativa mostra uma deterioração em relação a novembro do ano passado, quando a OCDE projetava crescimento de 3% para o Brasil este ano.

“O contínuo afrouxamento de política, aliado à melhora nas condições de crédito, vão apoiar a recuperação rumo ao fim do ano e em 2010”, disse a entidade, formada por 30 países, que produzem mais da metade de toda a riqueza do mundo – o Brasil não faz parte da organização.

A organização reduziu ainda a estimativa de crescimento do Brasil em 2010 para 3,8%, de 4,5%. Além disso, o déficit fiscal do País deve aumentar para 2,2% do PIB em 2009, de 1,5% em 2008, enquanto a inflação deve desacelerar para 4,3%, de 5,9% no ano passado, segundo projeções da OCDE.

“Há um amplo espaço para afrouxamento monetário adicional até o meio do ano, porque o aumento da capacidade ociosa da produção está reduzindo as pressões inflacionárias, as expectativas de inflação estão caindo abaixo da meta central para o fim do ano e o repasse aos preços ao consumidor da desvalorização do câmbio que vem acontecendo desde meados de 2008 tem sido modesto”, afirmou a entidade. As informações são da Dow Jones.