A oferta monetária da China apresentou em agosto a mais elevada taxa de crescimento em pelo menos 13 anos, segundo os números divulgados pelo banco central. Esse dado pode aumentar as preocupações dos órgãos reguladores quanto ao risco de bolhas de preço dos ativos e excesso de capacidade em alguns setores industriais.

O M2, medida mais ampla da oferta monetária, aumentou 28,53% no fim de agosto, em relação a um ano antes, conforme os dados apresentados no site do Banco do Povo da China (banco central). A taxa ficou ligeiramente acima das previsões do mercado, de 28,3%, e do aumento observado no fim de julho, de 28,42%.

Os bancos chineses concederam o equivalente a 410,4 bilhões de yuans (US$ 60,108 bilhões) em novos empréstimos no mês de agosto, acima dos 355,9 bilhões de yuans concedidos em julho. O total também superou a expectativa dos economistas, embora tenha ficado bem abaixo da média mensal do primeiro semestre, de 1,2 trilhão de yuans (US$ 175,755 bilhões).

A média das previsões de 11 economistas era de um total de 320 bilhões de yuans em novos empréstimos no mês de agosto. O número acima do esperado sugere que a liquidez continua abundante. As informações são da Dow Jones.