O preço do quilo da carne bem que tentou dar um refresco para o bolso do consumidor, no mês passado, baixando, em média, R$ 0,25 (queda de 1,64%), mas a “mistura” não deu trégua e, no final das contas, para adquirir todos os itens da cesta básica foram necessários R$ 5,96 a mais (alta de 2,39%). A segunda alta no ano elevou para R$ 255,32 o valor da cesta em Curitiba. A alta se deu na maioria das cidades pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que verificou o aumento em 15 das 17 localidades.

As três maiores variações foram nas seguintes capitais nordestinas: Recife (PE) registrou 7,12%, em Fortaleza (CE) 6,91% e Salvador (BA) 4,74%. Já as quedas foram percebidas em Florianópolis (SC) com recuo de 1,01% e Brasília ,0,90%, no índice. No ranking dos preços da cesta básica, Curitiba aparece em sétimo lugar. A cesta mais cara ainda é a paulistana que, em maio, fechou R$ 283,69.

Vilões

Nove dos 13 itens pesquisados apresentaram altas. O quilo do tomate disparou passando de R$ 1,84 para R$ 2,34, variação de 27,17%. A banana também seguiu castigando os apreciadores da fruta, com mais 7,72% de elevação, chegando a R$ 3,48 por quilo. Há um ano o consumidor não gastava nem metade disso para adquirir a mesma quantidade do produto, porque pela série de variações do Dieese o produto acumula 55,36% de alta.

Na outra ponta da tabela, o açúcar divide com a carne o grupo de alimentos em queda no mês passado, com significativa redução de 3,48% que, na média, baixou para R$ 2,01 o quilo do produto. No caso dos dois produtos, a redução atende às expectativas do próprio Dieese-PR que apostava nisso por causa da sazonalidade seja no período de safra da cana ou nas condições das pastagens que permaneciam boas no mês passado.