A crise europeia é uma crise global e parceiros internacionais do G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo) devem fornecer a referência para definir um financiamento adicional, com o objetivo de ajudar a estancar a crise da dívida soberana, afirmou o comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia, Olli Rehn. Ele participa neste fim de semana, no México, do encontro do G-20.

Rehn afirmou que a UE deve decidir em março sobre o aumento do poder de fogo de seus fundos de resgate transitórios e permanentes, atualmente limitados a 500 bilhões de euros. A elevação desse teto é considerada como uma condição necessária para que países do G-20 que não fazem parte da zona do euro ajudem a Europa através de um aumento em suas contribuições ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

“É evidente que a Europa será o centro das atenções do G-20. Esperamos compreensão e apoio de nossos parceiros internacionais”, disse Rehn. Questionado sobre a relutância da Alemanha em discutir o aumento da capacidade conjunta dos fundos de resgate em uma reunião de chefes de Estado da UE marcada para 1º e 2 de março, Rehn afirmou que existe uma continuidade do “diálogo construtivo” e que está “confiante” de que haverá uma decisão em março.

Em relação à Grécia, Rehn afirmou que ainda existem riscos importantes à implementação do segundo programa de resgate do país. “Existes riscos de implementação resultantes de dois fatores: falta de unidade política e fraca capacidade administrativa”, disse. Ele também afirmou que a Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, vai instalar seus próprios funcionários em ministérios gregos para fornecer assistência técnica e monitoramento de maneira permanente. As informações são da Dow Jones.