O bom momento da economia mundial levou a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) a revisar para cima suas projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Dois dos principais organismos econômicos internacionais se reuniram ontem em Genebra para debater o cenário financeiro e apesar dos riscos, a conclusão é de que a redução do ritmo de expansão prevista para 2007 não será tão pronunciada como se esperava.

As Nações Unidas projetam crescimento de 4,8% para a América Latina neste ano. Há seis meses, a expectativa era de 4,2%. Segundo a ONU, o desempenho de várias economias latino-americanas "surpreendeu". A região, portanto, deve repetir o mesmo desempenho de 2005, mas ainda ficará abaixo dos 5,7% atingidos em 2006. Para 2008, a estimativa é de um avanço de 4,4%.

Para a ONU, os resultados de Brasil, Argentina e México ficaram "acima do esperado" nos primeiros meses do ano. Alguns dos fatores que contribuem para o crescimento são a alta da demanda doméstica e o desempenho das exportações. Além disso, a inflação na região atingiu o menor nível da história, com 5% em 2006. No caso do Brasil, a ONU aposta em um aumento na demanda doméstica e na consolidação de uma balança comercial positiva para o País, graças à manutenção do crescimento das exportações. Segundo o relatório, a revisão do cálculo do PIB brasileiro mostrou que consumo e investimentos estão em condições mais robustas do que o esperado.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo