A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) ignorou a crise internacional deflagrada após os atentados a Madri, que levou o petróleo aos mais altos preços desde a Guerra do Golfo, e decidiu cortar a produção mundial a partir de abril.

A decisão havia sido tomada em fevereiro, antes dos ataques à capital espanhola, e foi mantida em reunião do cartel ontem em Viena. O mercado internacional esperava que a Opep desistisse de cortar a produção em abril.

O argumento dos países produtores é que o aumento do preço do petróleo, decorrente desse corte de produção, compensará a desvalorização internacional do dólar norte-americano.

O presidente George W. Bush, em um ano em que pretende se reeleger, pediu à Opep que não cortasse a produção para ajudar a controlar os preços e evitar que o setor de energia causasse inflação, o que afetaria a incerta recuperação econômica americana.

Os ministros do Petróleo do Kuait e dos Emirados Árabes Unidos disseram que o cartel deveria adiar o corte para aliviar a pressão sobre os preços. A Opep culpa os especuladores pela disparada dos preços do petróleo.