O ministro de Finanças do Japão, Yoshihiko Noda, disse que o comunicado divulgado hoje pelo G-20 após sua reunião de dois dias na Coreia do Sul significa que os países avançados terão uma postura “mais ativa” contra as movimentações excessivas nas taxas de câmbio.

O comunicado afirma que “as economias avançadas, incluindo as que têm moedas de reserva, estarão vigilantes contra a volatilidade excessiva e os movimentos desordenados nas taxas de câmbio”. Há muito tempo perseguido pelos ganhos contínuos do iene, Noda usou sua entrevista coletiva para chamar atenção para a linguagem do G-20 sobre moedas.

“Eu quero reiterar o fato de que somos capazes de chegar a um certo nível de acordo”, disse Noda. “Até agora, nós fomos além de reconhecer que a volatilidade excessiva ou os movimentos desordenados têm um impacto negativo.”

Noda renovou sua promessa de tomar medidas decisivas”, que é a expressão usada pelo Japão para se referir à intervenção cambial, quando vir necessidade de uma ação como essa.

Não ficou claro se os outros países do G-20 endossam a política de intervenção japonesa. Embora o comunicado do G-20 tenha falado em vigilância contra movimentos cambiais rápidos, ele também pede uma “mudança em direção a sistemas cambiais que reflitam fundamentos econômicos subjacentes e refreiem as desvalorizações competitivas das moedas”. “Não houve discussões sobre as políticas cambiais de países individuais ou taxas de câmbio” durante a reunião do G-20, disse Noda.

Já o ministro de Finanças do Reino Unido, George Osborne, disse que um acordo mais específico sobre metas para os desequilíbrios está dentro das possibilidades da reunião de cúpula do G-20 agendada para o próximo mês em Seul.

Osborne classificou também de “histórico” o acordo para alocar mais poder no Fundo Monetário Internacional (FMI) para os países emergentes. As informações são da Dow Jones.