O Brasil e os oito países do Sistema de Integração centro-americano (Sica) firmaram ontem comunicado conjunto condenando as altas dos preços do petróleo no mercado internacional e propondo uma reunião de emergência da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir o tema e identificar as responsabilidades pelos aumentos.

Com uma ressalva apresentada pelo representante da Nicarágua, que tentou por cinco vezes suprimir do comunicado uma referência aos biocombustíveis, o documento conjunto ressalta que a produção de biocombustíveis ‘não põe em risco a segurança alimentar internacional’.

Na entrevista coletiva que se seguiu à assinatura do documento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que a alta dos preços do petróleo está pressionando os preços dos alimentos e causando "problemas graves aos países pobres". Ao seu lado, o presidente de El Salvador, Elias Saca, classificou como grave as altas do petróleo, destacando que estão "matando o futuro dos países, principalmente os pequenos".