O Brasil, o México e o Chile foram os países latino-americanos a apresentar os maiores recuos no Índice de Clima Econômico (ICE) calculado pelo Instituto Alemão Ifo e a FGV, em outubro, na comparação com julho.

Segundo o coordenador do Núcleo de Pesquisas e Análises Econômicas da FGV, Aloisio Campelo, no caso do índice brasileiro "parece mais um caso clássico de desaceleração circunstancial, já que há confiança de continuidade nos investimentos". O ICE do Brasil ficou em 6,5 em outubro, inferior ao índice de 7,2 em julho, mas superior a outubro do ano passado (5,6) e também maior do que a média dos últimos 10 anos (5,9).

Campelo destacou que a Sondagem Econômica da América Latina, da qual faz parte o índice, revela que a perspectiva para investimento em capital físico no Brasil nos próximos seis meses ficou inalterada em outubro (6,2) em relação a julho (6,2), enquanto na América Latina houve um recuo, no período, de 5 para 4,8. Para ele, isso mostra que as perspectivas são positivas para a economia brasileira.

O ICE do México caiu de 5,5 em julho para 5,0 em outubro, abaixo também de outubro de 2006 (5,2). Campelo atribui à queda ao forte vínculo da economia mexicana com os Estados Unidos. Ao contrário do Brasil, a expectativa em relação a investimento em capital físico nos próximos seis meses recuou no México de julho (5,0) para outubro (4,3).

No Chile, o ICE passou de 7,2 em julho de 2007 para 6,6 em outubro último, superior a outubro de 2006 (6,1). As perspectivas chilenas de investimentos nos próximos seis meses caíram de 5,6 em julho para 5 em outubro.