O caminho econômico imediato do Chipre é precário por causa de uma rápida deterioração do seu setor bancário, apesar do resgate de 10 bilhões de euros (US$ 13,1 bilhões) da zona do euro e do Fundo Monetário Internacional, afirmou o membro do conselho do Banco Central Europeu (BCE) Jörg Asmussen nesta quarta-feira.

“Apesar das medidas sem precedentes tomadas até agora, o setor bancário ainda não está estabilizado”, disse Asmussen.

Ele afirmou que a dependência do Banco do Chipre em relação à Assistência de Liquidez de Emergência (ELA, na sigla em inglês) ainda estava “excepcionalmente elevada”. O Banco de Chipre é o maior credor do país e assumiu os ativos saudáveis do insolvente Banco Popular do Chipre depois que o credor foi fechado.

Falando em uma audiência sobre economia do Parlamento Europeu a respeito do controverso resgate, Asmussen defendeu o papel e as escolhas da sua instituição no caminho até chegar ao acordo de resgate em março.

O BCE, segundo Asmussen, agiu de acordo com as regras de empréstimos de emergência, uma questão muito contestada uma vez que alguns acusam o BCE de permitir que o Banco Popular do Chipre explorasse tais empréstimos em violação às regras.

Asmussen aproveitou a oportunidade para reafirmar a “necessidade urgente de estabelecer um mecanismo de resolução” para os bancos da zona do euro sob uma única “grande autoridade no centro”. Ele também disse que o episódio do Chipre ressalta a necessidade de um conjunto de regras claras sobre a forma de liquidar os bancos em dificuldades, especialmente sobre quem arca com as perdas quando um banco precisa ser liquidado. As informações são da Dow Jones.