Organizador do movimento "XÔ CPMF", o vice-presidente do DEM, deputado Paulo Bornhausen (SC), afirmou nesta sexta-feira (28) que a criação pelo governo de um novo instrumento de fiscalização para substituir o papel da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) mostra que os ministros Guido Mantega (Fazenda), Paulo Bernardo (Planejamento) e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, mentiram ao defender a prorrogação da contribuição com o argumento de que sem o tributo o Fisco não teria como fiscalizar os contribuintes.

Ele lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a classificar de "sonegadores" os que defendiam o fim da contribuição. "O governo não precisa da CPMF para combater a sonegação. Essa é primeira mentira que cai com a regulamentação da Receita", disse Bornhausen. O chefe de relações institucionais da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Sérgio Barbour, também considerou a decisão do governo de criar um novo instrumento de fiscalização com base na movimentação bancária um prova "inequívoca" de que a Receita não precisa da CPMF para coibir a sonegação fiscal.