A perspectiva para os bancos brasileiros é positiva para 2010, à medida que uma volta do crescimento do crédito fortalecer a geração de receita principal, afirmou a agência de classificação de risco Fitch Ratings, em relatório. A Fitch disse também que o Brasil está bem posicionado para se recuperar da recessão e que prevê crescimento de 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do País neste ano. “As margens dos bancos brasileiros serão pressionadas, mas isso deverá ser de certa forma contrabalançado por uma redução das pressões por provisões, dada a reversão da deterioração da qualidade dos ativos”, afirmou a Fitch.

Segundo a agência, o desafio para o sistema bancário do Brasil será administrar esse crescimento e, ao mesmo tempo, manter a qualidade dos ativos. Na falta de uma recessão na forma de “W”, a Fitch disse esperar que uma potencial pressão sobre a qualidade dos ativos gerada pelo aumento dos empréstimos novos não seja sentida até 2011. A Fitch também observou que o financiamento do esperado crescimento do crédito levará muitos bancos a aumentar a dependência de recursos de terceiras partes, procuradas nos mercados de capital doméstico e externos. Com isso, um “gerenciamento de liquidez conservador será importante para a estabilidade dos ratings”.

A agência destacou que o Brasil em geral está bem posicionado para se recuperar da crise econômica e disse que projeta expansão de 5,5% na economia brasileira neste ano – bem acima da média para a América Latina. “O sistema bancário brasileiro demonstrou grande resiliência durante a crise, ajudado em parte por uma resposta forte e no tempo certo dos reguladores e do governo”, disse a Fitch. “Os ratings de crédito dos bancos permaneceram relativamente estáveis durante esse período e provavelmente continuarão assim em 2010”, acrescentou.

De acordo com a Fitch, as projeções indicam uma volta ao crescimento de dois dígitos neste ano, com maior equilíbrio entre os bancos privados e públicos e entre carteiras corporativas e de varejo. “Na opinião da Fitch, o verdadeiro teste para a consistência do desempenho provavelmente virá no fim de 2010 e no início de 2011, conforme o crescimento dos novos empréstimos começar a amadurecer”, diz a agência no relatório. As informações são da Dow Jones.