O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse nesta segunda-feira (25) que o crescimento do crédito imobiliário nos últimos 18 meses é apenas a ponta do iceberg. Para ele, o País ainda vivenciará uma revolução no volume de crédito imobiliário nos próximos anos. De acordo com ele, os imóveis financiados representam apenas 2% do PIB. Mas, com um déficit habitacional entre 7 milhões e 8 milhões de residências, o potencial do País é que os financiamentos imobiliários cheguem a 10% do PIB nos próximos anos.

"Com a queda ainda maior esperada para os juros, o setor financeiro entra pesadamente nesta área", afirmou Miguel Jorge, que é ex-executivo do Santander Banespa. Ele informou que na Espanha, país sede do Santander, o crédito imobiliário corresponde a 20% do PIB. Ele participou hoje de almoço com empresários da construção civil, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).