Os bancos centrais podem ter de fornecer estímulos adicionais e, em alguns casos, os governos podem ter de adiar os planos de corte de déficits para combater uma desaceleração na economia global durante o segundo semestre deste ano. A afirmação foi feita pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) em relatório divulgado hoje.

Ao publicar novas estimativas de curto prazo para o grupo dos sete maiores países industriais do mundo, o G-7, a OCDE afirmou que o ritmo do crescimento econômico global no segundo semestre deste ano será mais lento que o previsto anteriormente. Segundo a OCDE, o crescimento anualizado do Produto Interno Bruto (PIB) do G-7 vai se desacelerar para 1,4% no terceiro trimestre e 1% nos três últimos meses deste ano. Isso vai se seguir a uma expansão de 3,2% e 2,5% no primeiro e no segundo trimestre, respectivamente.

Os números não são diretamente comparáveis com as avaliações divulgadas pela OCDE em junho, já que são baseados em informações diferentes. De todo modo, eles mostram uma marcada redução nas expectativas. A nova avaliação da OCDE prevê o crescimento anualizado do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA em 2% e 1,2% no terceiro e no quarto trimestre deste ano, respectivamente – menos que a previsão de 2,8% e 2,7% publicada pela OCDE em junho.

“Não está claro se a perda de ritmo na recuperação é temporária (…) ou se é sinal de uma maior fraqueza subjacente no gasto privado em um momento em que o suporte político está sendo removido”, disse a OCDE no relatório. Cada um desses cenários exigiria respostas monetárias e fiscais diferentes, segundo a entidade.

Se as razões para a desaceleração na recuperação forem duradouras, estímulos monetários extras serão justificados e a consolidação fiscal poderá ser adiada. No cenário mais otimista – em que a desaceleração seria temporária – a retirada do suporte monetário deverá ser adiada por alguns meses, enquanto a consolidação fiscal planejada deverá será mantida, de acordo com a OCDE. As informações são da Dow Jones.