Os dados do Ministério do Trabalho de que o Paraná gerou 89.338 empregos formais nos primeiros 10 meses do ano, firmando-se entre os três Estados que criam mais oportunidades de trabalho no país, estão sendo recebidos com entusiasmo pelo governador Roberto Requião. Segundo o governador, o levantamento é uma demonstração de que a política estadual de apoio aos empreendedores está no caminho certo.

“Não temos dúvidas que medidas como isenção de ICMS às microempresas, de redução do imposto para pequenas e médias empresas, da medida que difere 6% dos 18% do ICMS nas operações comerciais dentro do Estado estão fazendo a diferença no Paraná”, analisa Requião. “Se somarmos também os benefícios que estão sendo gerados com o programa Bom Emprego, certamente o Paraná vai fechar o ano com um desempenho ainda melhor”.

Apenas São Paulo e Minas Gerais têm gerado mais oportunidades de trabalho que o Paraná. Mas, proporcionalmente à população, a posição do Paraná é de liderança. Outro dado é de que cerca de 85% dos novos empregos estão sendo criados no interior do Estado.

Desemprego

A Fiep aponta que em setembro o número de novos empregos industriais cresceu 6% no Estado. Já o Ipardes revela que a região de Curitiba tem, pelo terceiro mês consecutivo, a menor taxa de desemprego do País: 8,5%, contra o índice nacional de 12,9%.

O resultado do acumulado em 2003 representou um crescimento de 5,93% sobre o total de trabalhadores com carteira assinada no Estado e supera, com folga, os números de todo ano passado, calculados em cerca de 60 mil. Só em outubro, foram criados 7.008 novos postos de trabalho entre os paranaenses, um aumento de 0,44%.

Dieese

Na avaliação do economista Cid Cordeiro, supervisor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), o bom patamar de geração de empregos no Estado em 2003 foi marcado pelo desempenho da agroindústria e do comércio varejista do interior do Estado. “A renda agrícola gerou emprego nas outras atividades”, destaca.

Cordeiro, ressalta, no entanto, que isso não significa que o saldo de empregos abertos no ano se mantenha na casa de 90 mil. “Em novembro e dezembro, historicamente os índices são negativos”, aponta. O Dieese estima que o Paraná feche o ano com geração de 60 mil a 65 mil novos postos de trabalho. Em outubro, pela primeira vez no ano, o nível de emprego da Região Metropolitana de Curitiba cresceu mais (0,55%) que no interior (0,37%). Os setores com maior incremento em outubro foram serviços, comércio e indústria, elevando o total de trabalhadores com carteira assinada no Estado para 1,595 milhão.

Segundo o Dieese, apesar do bom nível de criação de vagas no mercado formal, as taxas de desemprego se mantém em patamares elevados. Na Região Metropolitana de Curitiba, o Dieese estima que existam 235 mil desempregados.

Agência tem 100% de aproveitamento

Na cidade de Rio Negro, quem procura emprego vai direto à Agência do Trabalhador. A instituição encerra 2003 tendo preenchido todas as vagas de emprego ofertadas este ano. Até novembro deste ano, 1.281 pessoas foram colocadas no mercado de trabalho através do agência. A meta anual era de mil.

“Como a gente obedece ao perfil que o empresário pede, ganhamos certa credibilidade. Em 1997, o Sine era a última opção entre para quem procurava trabalhadores. Hoje ele é a primeira”, comemora Martino Stüpp, gerente da agência.

A agência de Rio Negro também atende candidatos e empresários de Mafra. Segundo a captadora de vagas, Hildegard Krause, aproximadamente 40% dos inscritos na agência são de lá. “Quem procura a agência diz que o nosso trabalho é fora de série, pois aqui a gente mostra que um “não” não é o fim da linha”, diz.

O balanço de 2003 da Agência de Rio Negro também contabiliza 21 pessoas atendidas pelo Programa de Apoio a Pessoa com Deficiência (PPD) e que foram colocadas no mercado de trabalho e quinze cursos de qualificação. Durante todo o ano a agência realiza um trabalho de avaliação pessoal. “Às vezes o candidato não se encaixa em uma vaga aberta, mas com essa avaliação pessoal que fazemos, os empresários acabam criando a vaga para aproveitar o candidato”, explica Martino.

A Agência de Rio Negro foi criada em 1994 como um posto de atendimento. Em 1996 foi informatizada e se transformou em Agência e só em 2001 foi integrada à regional metropolitana. “Nosso objetivo é continuar com esse trabalho, transmitindo otimismo e esperança para todos que nos procuram”, finaliza Martino.