As vendas do comércio varejista do Paraná cresceram 3% em agosto na comparação com o mês anterior. É o melhor resultado entre os Estados, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (15) pelo IBGE.

A média nacional foi calculada em 0,7%. Na região Sul, onde os Estados têm economias similares, Santa Catarina apresentou crescimento de 1,8% e Rio Grande do Sul teve queda (-1,8%) nas vendas.

Já no acumulado dos oito primeiros meses do ano, o comércio do Paraná avançou 4,5%, com destaque para os segmentos de equipamentos de escritório, informática e comunicação (alta de 81,6%) e artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria (22,1%).

 

Já no que se refere ao setor de hipermercados e supermercados, principal ramo do comércio varejista, foi constatado aumento de 4,4% no período de janeiro a agosto de 2009 no Paraná.

 

De acordo com o pesquisador da área de conjuntura do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Julio Suzuki, os bons números do comércio confirmam que a crise afetou de forma menos acentuada as atividades voltadas ao atendimento da demanda interna. Ainda segundo o pesquisador, há indicações de superação da crise no País.

O Paraná – observa o secretário da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Virgilio Moreira Filho – tomou medidas firmes em favor do comércio, especialmente ao empreendedor de pequenas empresas, o que, segundo ele, contribuiu com o resultado.

Das 234 mil empresas cadastradas na Receita Estadual, lembra Moreira Filho, 185 mil beneficiaram-se da redução do ICMS. Deste total, 172 mil empresas estaduais são totalmente isentas. “Quando incentivamos o empresário de pequeno porte, apostamos de modo estratégico em todo o desenvolvimento produtivo”, afirma o secretário.

Números da Junta Comercial do Paraná atestam que o Paraná tem sentido com menos intensidade os efeitos da crise. De janeiro a junho deste ano, foram abertas 28.207 novas empresas. Em 2008, o total foi de 26.454.

Comerciantes estaduais também foram beneficiados com a minirreforma tributária, que reduziu de 25% para 12% o ICMS de 95 mil itens de consumo popular, acrescenta Moreira Filho.