Um grande número de encomendas de material didático, feitas pelo governo do Estado para atender o início do ano letivo, fez com que o Paraná fosse a única região do País a apresentar índice positivo de produção industrial em fevereiro, frente ao mesmo mês do ano passado.

De acordo com dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o aumento no Estado foi de 1,5%, enquanto a média nacional ficou em -17%.

Com os pedidos do governo, a atividade de edição e impressão teve aumento de 184,5%, em relação a fevereiro de 2008. “Não fosse isso, o índice geral do Paraná seria negativo”, afirma o supervisor estadual de Pesquisas Industriais Mensais do IBGE no Paraná, Elcio Kalinowski.

Só no início do ano, foram encomendados 1,1 milhão de exemplares do Livro Público Didático pelo governo. Também exerceu impacto positivo relevante a indústria de alimentos (7%), com destaque para os segmentos de aves e soja.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas do Paraná, Sidney Parciornik, a indústria gráfica do Estado tem abocanhado parte do mercado nacional do livro didático, já que concentra grandes editoras que vendem para quase todo o Brasil. “Tivemos recentemente a reforma ortográfica, o que também ampliou a tiragem de dicionários atualizados”, ressalta.

Em relação a janeiro, o segundo mês do ano também teve crescimento no Paraná, de 5,7% – taxa maior que a nacional, de 1,8%. Nessa comparação, a produção industrial cresceu em 9 das 14 regiões pesquisadas.

No acumulado do ano, por outro lado, a produção industrial paranaense continua negativa (-3,5%), porém melhor que nas outras áreas. A média do País ficou em -17,2%.

Já no acumulado do primeiro bimestre, ocorreu recuo na produção, ante igual período do ano passado, nas 14 regiões pesquisadas. No Paraná, a marca foi de -3,5%, puxada por queda de produção em oito ramos, com destaque para veículos automotores, máquinas e equipamentos e madeira.

A taxa acumulada nos últimos 12 meses, em queda desde novembro do ano passado, atingiu 5,7% em fevereiro, o resultado mais baixo desde agosto de 2007 (5,1%).