O ranking do Grupo Amanhã, desenvolvido em parceria com a PwC Brasil, mostra que as 183 companhias paranaenses produziram cifras mais elevadas que as 183 gaúchas em vendas, em lucros e em patrimônios. Estes três itens compõem o Valor Ponderado de Grandeza, principal indicador da tradicional lista das principais empresas do país. E mais uam vez o Paraná se destacou sobre o Rio Grande do Sul.

Assim como na edição anterior, a receita com vendas é o resultado mais vistoso das paranaenses: R$ 221,2 bilhões – valor 9,6% maior que a soma das representantes catarinenses (R$ 201,7 bilhões) e 11,7% maior que a das gaúchas (R$ 197,9 bilhões).

“Por desde o seu início receber tão somente balanços publicados ou enviados pelas empresas, 500 Maiores do Sul sempre destacou a transparência das companhias do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul e ajudou a estabelecer parâmetros de compliance para os líderes da região”, destaca Jorge Polydoro, publisher do Grupo Amanhã. 

“Analisamos cerca de 2 mil balanços de empresas da Região Sul. Vimos que muitas dessas companhias estavam em um ritmo acelerado de crescimento, mas tiveram que colocar o pé no freio agora em 2020. A nossa percepção é que o fôlego e a disposição de 2019 ainda existem, estão latentes, e podem ser retomados. O aprimoramento das práticas ligadas à governança, sustentabilidade e diversidade deverão guiar as empresas que querem se manter no topo do ranking para os próximos anos”, afirma Carlos Peres, sócio da PwC Brasil e líder da região Sul.

O Top Ten das maiores empresas do Paraná tem novidade neste ano: a Cooperativa Agroindustrial Lar, que fará companhia a pesos-pesados como Copel, Renault e Klabin. A estatal de energia, aliás, segue como a maior companhia do estado, ao conquistar um VPG de R$ 15,5 bilhões.

“O ranking 500 Maiores do Sul, que a PwC realiza em parceria com o Grupo Amanhã há 30 anos, consolidou-se neste tempo como um dos principais termômetros para o meio corporativo dos três estados. Os resultados desta edição denotam, mesmo com os desafios enfrentados, a pujança da economia da região, que mostrou crescimento em comparação com a última edição do ranking, relativa ao exercício de 2018”, afirma Rafael Biedermann, sócio da PwC Brasil.

Nesta edição de 500 MAIORES DO SUL, o Paraná empata com o Rio Grande do Sul em número de empresas – cada um tem 183 representantes. Neste ano, o Paraná perdeu três empresas no pelotão das 500 MAIORES DO SUL, enquanto Santa Catarina inseriu mais nove companhias, chegando a 134. Já o Rio Grande do Sul perdeu seis representantes.

O critério de classificação das empresas – Para revelar quem é quem entre as empresas do Sul, a Revista AMANHÃ e a PwC Brasil construíram um indicador exclusivo: o Valor Ponderado de Grandeza (VPG). O índice reflete, de forma equilibrada, o tamanho e o desempenho das empresas, a partir de uma ponderação que considera os três grandes números do balanço: patrimônio líquido (que tem peso de 50% no cálculo do VPG), receita líquida (40%) e lucro líquido ou prejuízo (10%).