O Paraná fechou o primeiro trimestre como o segundo Estado a contribuir com o superávit da balança comercial do Brasil. Até março, as exportações de produtos paranaenses renderam US$ 1,011 bilhão, 16,4% do saldo brasileiro, que ficou em US$ 6,167 bilhões. Segundo dados coletados pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), o superávit paranaense no período cresceu 63,2%, em comparação com 2003, quando ficou em US$ 619 milhões. No primeiro trimestre, apenas Minas Gerais superou o Paraná, com superávit de US$ 1,447 bilhão.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o saldo da balança comercial paranaense cresceu 84% em março. Saiu de US$ 261 milhões em 2003 para US$ 490 milhões, em 2004. Além disso, no mês passado, as exportações também bateram recorde. Cresceram de US$ 520 milhões para US$ 798 milhões, com alta de 50,6% na comparação de um ano para outro.

No primeiro trimestre, os dados apurados pela Fiep registraram maior diversificação de itens exportados. Além de novos produtos agrícolas, como milho e sorgo, outras 566 mercadorias diferentes passaram a constar na pauta de exportações, em comparação ao mesmo período de 2003. Um destaque foi a venda de vestuários para a Espanha.

As vendas de quase US$ 1,5 milhão em blazer, calças, camisas e camisetas ajudaram a aumentar as relações comerciais com os espanhóis. No acumulado até março, as exportações para Espanha cresceram 229,14%, aumentando de US$ 26,46 milhões, no ano passado, para US$ 87,09 milhões, em 2004.

Outro destaque foi a Argentina, que voltou a ocupar o espaço que perdeu após a crise de 2001. A retomada do crescimento da economia do país vizinho o fez subir da oitava colocação para se tornar o segundo maior comprador de produtos paranaenses, no trimestre. Houve crescimento nas vendas de máquinas e aparelhos para colheitas, automóveis, manufaturados de ferro e aço, entre outros produtos. No ano passado, os argentinos compraram US$ 57,3 milhões contra US$ 113,73 milhões neste ano.

Também tiveram altas expressivas as vendas para a Polônia, Coréia do Sul e Bulgária. As vendas aos poloneses, de milho, pedaços e miudezas de frangos, café solúvel, entre outros produtos, renderam no trimestre ao Paraná US$ 25,5 milhões, contra US$ 252,8 mil no ano passado. Já para Bulgária, houve alta de US$ 334,7 mil para US$ 14,6 milhões, neste ano. Também houve alta em outros países do leste europeu, com a Eslovênia e a Croácia.

Com relação aos blocos econômicos, o principal parceiro foi a União Européia (US$ 592,6 milhões). Já os EUA continuam sendo o principal parceiro individual com US$ 241,4 milhões.