Os parlamentares do Chipre iniciaram as deliberações sobre um controverso plano de taxar os depósitos bancários domésticos como parte de um pacote de socorro dos bancos do país, com uma rejeição do plano parecendo mais provável á medida que a votação se aproxima.

Manifestantes, que se aglomeraram do lado de fora do Parlamento, aumentaram a pressão para que os parlamentares rejeitassem a taxação sobre os depósitos.

Vários parlamentares deverão discursar de 3 a 5 minutos, cada um, antes da votação. Até agora, a crítica do plano tem sido temperada com ataques a líderes alemães acusados de não respeitarem as

pessoas mais pobres ou as regras da Europa.

“Parece que nós votaremos hoje e nós votaremos “não!”, declarou um membro do DHKO, partido que faz parte da coalização governamental.

“Nós somos contra a decisão do Eurogrupo e queremos explorar todas as opções alternativas”, afirmou um membro do partido Akel, que pediu ao governo para elaborar um plano de contingência para explorar a opção de sair da zona euro.

O partido conservador DHSY, do presidente Nikos Anastasiades, decidiu que vai se abster na votação, o que poderia significar que não haverá nenhum voto favorável.

Várias autoridades disseram a jornalistas que o ministro das Finanças Michalis Sarris tinha apresentado a sua demissão antes de viajar a Moscou. Não houve nenhuma confirmação oficial ainda sobre a renúncia dele ou se ela será aceita. Sarris continua, porém, a representar o governo e deverá se reunir com o presidente da Rússia para explorar a opção de um plano de socorro que incluiria a Rússia. As informações são da Market News International.