O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, disse na segunda-feira (16) que os doze deputados estaduais que faltaram à sessão de votação são os culpados pela derrubada da proposta de emenda constitucional que vinculava incentivos fiscais a empresas à manutenção de empregos. “(A PEC) foi derrubada por falta de votos. Falharam os parlamentares que estavam ausentes. Caso contrário, haveria votos suficientes para aprová-la. Lamentavelmente, o pessoal estava ausente”, lamentou.

“Sou totalmente favorável à vinculação de financiamentos públicos à geração e manutenção dos empregos. Os empréstimos públicos feitos as empresas tem de ter como retorno a geração de empregos. A polêmica em torno da PEC colocou o foco na discussão sobre a importância de gerar e manter empregos quando há incentivos do governo, incentivos públicos”, argumentou o ministro.

Sebrae

O ministro falou que o governo federal trabalha para resgatar o volume de crédito disponível antes da eclosão da crise econômica mundial, com o objetivo de ajudar principalmente micro e pequenas empresas. “A situação está quase normalizada. Ainda temos problemas pontuais, com spreads e juros elevados em alguns bancos. Estamos colocando aproximadamente R$ 3 bilhões, via BNDES, exclusivamente para financiar micro e pequenas empresas, para que as elas tenham condições de girar a produção e continuar crescendo”, explicou.

Paulo Bernardo esteve em Curitiba para assistir a solenidade de posse do novo presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae, Jefferson Nogaroli. “O Sebrae é uma instituição importantíssima. Recebe recursos públicos e desempenha um papel extremamente importante em assessoria, consultoria, formação e até financiamento de projetos”, afirmou.