O porcentual de empresas industriais que ampliaram seus investimentos em capital fixo nos 12 meses até o segundo trimestre de 2015 na comparação com os 12 meses anteriores caiu para 24%. Um ano antes, essa fatia era de 31%, segundo o mesmo tipo de confronto. Já a parcela das que reduziram esse tipo de gasto saltou para 35%, contra 24% no período até o segundo trimestre do ano passado. Os dados foram apontados pela Sondagem de Investimentos, divulgada hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que recentemente abriu os dados por segmento de atividade – indústria, serviços, comércio e construção.

Para os próximos 12 meses, 18% das empresas planejam ampliar seus programas de investimento, enquanto 35% devem reduzir esse tipo de aporte. No primeiro trimestre deste ano, o número de empresas mais pessimistas superou a fatia das que pretendem investir mais pela primeira vez na série da pesquisa, tendência que se aprofundou no estudo divulgado hoje.

Segundo a FGV, os principais motivos para o investimento em capital fixo são expandir a capacidade de produção (21%), aumentar a eficiência produtiva (30%) e substituir máquinas e/ou equipamentos (19%). Porém, 30% das empresas industriais não possuem programa de investimento.

A Sondagem de Investimentos é um levantamento estatístico trimestral que fornece sinalizações sobre o rumo dos investimentos produtivos no setor industrial. A coleta de dados para a sondagem divulgada hoje ocorreu entre 01 de abril e 29 de maio. Foram ouvidas 729 empresas.