Foto: Arquivo/O Estado

Lavoura de trigo no Paraná: definição de estratégias.

O vice-governador e secretário da Agricultura Orlando Pessuti vai apresentar hoje, em Brasília, ao ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, as propostas relacionadas à política do trigo para a safra 2006 contidas num documento preparado pela cadeia produtiva do setor. O documento foi assinado ontem, em Curitiba, pelo governo do Estado, entidades representativas do setor produtivo e lideranças políticas que defendem uma atenção especial, por parte do governo federal, ao segmento do trigo.

Pessuti destacou a importância de definir estratégias para recuperação do trigo no Paraná, já que o plantio da cultura no Estado deve ser iniciada em março. ?Até julho, nossos produtores vão estar plantando o trigo. Por isso, é importante termos uma avaliação detalhada da situação e encaminhar o quanto antes propostas em defesa do setor produtivo?, comentou.

Segundo o deputado federal Moacir Micheleto (PMDB), que vai participar das reuniões com Pessuti nos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura, é importante que os setores público e privado se unam na defesa do trigo nacional. ?A política do trigo no Brasil é uma política de governo. Por isso, tem que ser tratada com bastante responsabilidade?, afirmou.

O engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura, Otmar Hubner, lembrou que, com a seca que atingiu o Paraná, os produtores anteciparam o plantio do milho safrinha. ?Se o milho safrinha não produzir o esperado, poderá se confirmar a tendência do produtor voltar a plantar trigo por falta de opção?, disse.

O Brasil tem potencial para produzir 13 milhões de toneladas por ano. A demanda é de 10 milhões de toneladas. Atualmente, o País produz cinco milhões de toneladas por ano. O Paraná responde por 70% dessa produção.

Agricultura familiar

O secretário da Agricultura também vai apresentar as ações praticadas pelo governo do Estado em defesa dos agricultores familiares atingidos pela seca. Entre elas, está a aquisição de sete mil sacas de milho e sete mil sacas de feijão, que devem começar a ser distribuídas a partir da semana que vem aos produtores das regiões mais atingidas pela falta de chuva.

Terão direito ao benefício os agricultores familiares prejudicados com a estiagem e que não tiveram acesso ao crédito, como aqueles que, por opção, não acessaram o crédito. A distribuição de sementes também vai atender agricultores familiares que tiveram prejuízos específicos com granizo.