A Petrobras assinou convênio para estimular o uso de gás natural veicular (GNV) na frota de ônibus urbanos do País. Com o documento, assinado também pelos Ministérios das Cidades e de Minas e Energia, a estatal dará garantia de preço aos transportadores que passarem a utilizar o combustível.

Segundo o diretor de Gás e Energia da empresa, Ildo Sauer, o contrato prevê que os preços do gás não irá ultrapassar 55% do preço do diesel durante o período de dez anos. O programa de incentivo ao gás natural veicular também deverá incluir o transporte de carga.

O contrato de preço assinado ontem vai possibilitar, segundo o diretor, que as empresas consigam abater os custos de conversão dos motores dos veículos de diesel para GNV.

Entre as alternativas tecnológicas para o uso do gás natural veicular no transporte coletivo, Sauer apontou a existência de motores convertidos de diesel para GNV, os motores originais de fábrica movidos a gás natural e uma terceira geração de motores bicombustíveis (gás e diesel).

Frota

Hoje, cerca de 33% da frota de ônibus urbanos do País está localizada em cidades já atendidas por redes de distribuição de gás, podendo potencialmente integrar o projeto. Essa frota potencial considera não só os municípios atendidos por gasodutos, mas também aqueles distantes até 200 quilômetros de regiões distribuidoras do combustível.

A estatal estima que o consumo potencial do gás natural veicular com o transporte público urbano seja da ordem de 10,5 milhões de m3/dia.

Os ônibus movidos a GNV já foram testados em Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ).

A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, afirmou durante a assinatura do convênio, que a substituição do diesel pelo gás natural veicular contribui para a eficiência energética, reduzindo custos e diminuindo a emissão de poluentes. ?A utilização do gás natural melhora a qualidade do ar, da saúde da população e diminui os custos?, disse.

?O gás natural é mais barato e mais limpo que o diesel, reduz os custos e diminui a emissão de poluentes?, afirmou o diretor da Petrobras.