Os preços dos combustíveis vendidos pela Petrobras em suas refinarias estão em linha com os preços internacionais, segundo o diretor financeiro da estatal, José Sérgio Gabrielli. “A intenção da empresa é manter o preço o mais estável possível”, disse Gabrielli, justificando a decisão da empresa de não mexer no preço dos combustíveis agora.

“Nós mantivemos uma certa estabilidade entre o preço doméstico, em média, nos últimos cinco meses, com o preço internacional”, disse.

Segundo ele, a estatal observa, além da situação do mercado internacional, os competidores e o volume de vendas no país.

“Até hoje, movimentamos o preço uma única vez, para baixo, que está tendo efeito agora. Todo mundo está vendo que o preço está baixando nos postos”, disse Gabrielli.

Pelos cálculos do especialista em energia da UFRJ Adriano Pires, a Petrobras teve uma receita extra de R$ 1,585 bilhão no primeiro semestre por não realizar novas quedas nos preços dos combustíveis e deixá-los nos mesmos níveis dos preços internacionais. Desde o último reajuste, em 30 de abril, a Petrobras teve um ganho de cerca de R$ 1,27 bilhão, segundo Pires. Para haver um alinhamento aos preços no exterior, calcula o especialista, a estatal teria que baixar em cerca de 22% a gasolina e 33% o diesel. Nesse caso, não estão incluídos os impostos.