Petroleiros simulam os enterros de Bendine e Ferreira na porta da Petrobras JÁ NO EMPRESA E Petroleiros estão reunidos na frente do edifício-sede da Petrobras, no Centro do Rio, em protesto contra a administração de Aldemir Bendine, que lidera projeto de venda de ativos e redução de investimento, para reduzir o endividamento da empresa. Ao todo, há cerca de 50 manifestantes, entre sindicalistas, pessoal demitido do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e do estaleiro Eisa e representantes de organizações sociais.

Por volta de 12 horas, os manifestantes devem simular os enterros de Bendine e também do presidente do conselho de administração da Petrobras, Murilo Ferreira, que pediu licença do cargo até 30 de novembro.

Os petroleiros ficaram revoltados com declarações recentes de Ferreira, de que o principal problema da Petrobras é o corporativismo dos empregados. Em entrevista, o executivo citou o exemplo do auxílio-farmácia, no qual 86 mil empregados da estatal têm acesso a remédios gratuitos, diante do pagamento mensal de um de R$ 15. O benefício foi suspenso por Bendine.

As simulações de enterro dos dois executivos ocorrerão na frente do edifício do Senado, também no Centro do Rio, onde trabalha a diretoria da Petrobras. O ato é liderado pelo Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ), ligado à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), que tem influência sobre a área administrativa e poucas unidades operacionais da petroleira no Rio. A maioria dos empregados concursados se reúne na Federação Única dos Petroleiros (FUP), que organiza greve geral dos petroleiros, ainda sem data definida.

A FUP também realiza hoje um protesto contra a administração de Bendine, em Brasília. Os manifestantes vão se concentrar às 14 horas, em frente à Igreja Catedral, na Esplanada dos Ministérios, e seguirão até o Congresso.