A economia brasileira produziu bens, serviços e impostos que somaram R$ 1,514 trilhão no ano passado, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado, divulgado pela primeira vez em valores, já considera uma inflação de 12,8% no período. Em 2002, o PIB nominal havia ficado em R$ 1,346 trilhão.

O valor do PIB deste ano é, em termos reais, 0,2% menor que o visto em 2002, conforme foi divulgado no início de março. O desempenho da economia brasileira no ano passado, o do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, foi o pior desde 1992, ano do impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, quando o País passava por uma crise institucional que parou a economia. Na época, o PIB (Produto Interno Bruto, soma de todas as riquezas produzidas) recuou 0,52%.

O fraco desempenho da economia foi fruto de um ano de 2003 marcado por juros altos, queda na renda e aumento nas taxas de desemprego. O desempenho da economia só não foi pior devido ao aumento das exportações.

Renda encolheu

A renda per capita caiu 1,5% em 2003. No ano passado, a renda média do brasileiro correspondeu a R$ 8,565 mil. No ano anterior, era de R$ 7,708 mil, mas este valor não inclui a variação da inflação.

O PIB corresponde à soma de duas grandezas básicas: o valor adicionado, aquilo que foi produzido pelo setor produtivo, e a arrecadação de impostos. Em 2003, o valor adicionado ficou em R$ 1,355 trilhão (era de R$ 1,199 trilhão em 2002), enquanto que a soma dos impostos bateu em R$ 159,394 bilhões (era R$ 146,883 bilhões em 2002).

Entre os setores pesquisados, o de serviço deu a maior contribuição, de R$ 768,3 bilhões. A indústria colaborou com R$ 523,99 bilhões e a agropecuária, com R$ 137,87 bilhões.