A China deve alcançar o posto de maior economia do mundo até o fim deste ano, projetou a Moody’s, com base nas estimativas do Programa Internacional de Comparação do Banco Mundial, divulgadas no final de abril e com números referentes a 2011.

Se a previsão se concretizar, a China terá alcançado essa marca cinco antes das previsões dos economistas, lembrou Lúcio Vinhas de Souza, diretor-gerente e economista-chefe de ratings soberanos da Moodys.

Vinhas de Souza explicou que, baseado na paridade do poder de compra (PPP), as novas estimativas do Banco Mundial sugerem que o Produto Interno Bruto (PIB) da China atingirá US$ 17,9 trilhões até o fim de 2014, ante US$ 17,5 trilhões dos EUA.

Esse é um contraste com os cálculos do Fundo Monetário Internacional (FMI), que estima o PIB utilizando níveis de preços e taxas de câmbio atuais. Por essa metodologia, o PIB dos EUA no fim de 2014 é projetado em US$ 17,5 trilhões e o da China em US$ 10,0 trilhões.

O economista-chefe da Moody’s explicou que a utilização do PPP, utilizado pelo Banco Mundial, fornece um dado mais fiel para comprar o tamanho relativo das economias. Ele explicou que os níveis de preços, especialmente para bens e serviços non-tradable, isso é, que não sofrem interferências de negociações externas, normalmente são mais elevados em economias com rendas mais altas. As taxas de câmbio também são influenciadas por fatores como especulação, taxas de juros, intervenção governamental e fluxos de capital entre economias.

O dado divulgado pelo Banco Mundial mostrou que China, Índia, Rússia, Brasil, Indonésia, Arábia Saudita e Turquia, considerados como economias de classe média, representaram 31,6% do PIB global em 2011, alta de 9 pontos porcentuais sobre o cálculo de 2005. “A alta no ranking dessas economias emergentes destaca sua crescente importância econômica”, afirmou Vinhas de Souza.