Em uma relação de 16 países que já divulgaram o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre deste ano ante o primeiro trimestre, com ajuste sazonal, o Brasil aparece em quinto lugar. O crescimento econômicos brasileiro de 1,2% no período foi inferior ao do Chile (4,3%), do México (3,2%), da Alemanha (2,2%) e da Coreia do Sul (1,5%), na mesma base de comparação.

“A recuperação do terremoto explica o crescimento do Chile. O México, muito próximo dos Estados Unidos, foi também muito afetado pela crise e agora está se recuperando”, disse Rebeca Palis, gerente de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Hoje, o instituto anunciou o resultado das contas nacionais do segundo trimestre do ano.

Ela lembrou ainda que o crescimento do PIB nacional não pode ser avaliado de forma isolada. Os Estados Unidos, por exemplo, tiveram crescimento de apenas 0,4% no período, mas sobre um PIB per capita alto, de US$ 46,4 mil para o segundo trimestre. O PIB per capita do Brasil, de US$ 10,2 mil, é o mais baixo entre os países listados.

A quinta posição ocupada pelo Brasil, com expansão de 1,2%, detém a mesma taxa de elevação do Reino Unido (1,2%) para o período de comparação. Na sequência aparecem União Europeia (1,0%), Holanda (0,9%), Bélgica (0,7%), França (0,6%), Itália (0,4%), EUA (0,4%), Portugal (0,2%), Espanha (0,2%) e Japão (0,1%). Na lista de 16 países elaborada pelo IBGE, o único a apresentar queda no PIB para o mesmo período foi a Grécia, com baixa de 1,5%.

O IBGE comparou ainda o crescimento econômico dos Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China). Como nesse grupo apenas o Brasil faz a divulgação com ajuste sazonal, a comparação foi feita apenas entre o segundo trimestre de 2010 e o mesmo período de 2009. O crescimento da China foi de 10,3%, Brasil e Índia cresceram 8,8% cada um e a Rússia registrou alta de 5,2% no PIB.

País com menor crescimento, a Rússia registra o maior PIB per capita, de US$ 15,1 mil, enquanto a China, que lidera a lista, tem PIB per capita de US$ 6,6 mil, e a Índia, de US$ 3,1 mil. Exibindo os gráficos do crescimento econômico desde 2008, Rebeca Palis destacou que Brasil e Rússia foram os integrantes do Bric que mais sofreram com a crise mundial.