O embaixador dos Estados Unidos, John Danilovich, disse ontem que as empresas americanas estão perdendo cerca de US$ 800 milhões por ano com a pirataria no Brasil. A preocupação dos EUA com o tema é tal que o negociador da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), Peter Algeier, deverá aproveitar a visita ao Brasil prevista para a próxima semana para discutir questões relacionadas à propriedade intelectual.

“O objetivo da visita é erradicar os crimes contra a propriedade intelectual, algo que nós temos como prioridade na relação comercial com outros países”, disse.

Segundo Danilovich, a pirataria é “crime e ponto final”. O embaixador destacou as perdas de indústrias, com destaque para a farmacêutica, e também a influência sobre a atividade intelectual. O embaixador concedeu uma palestra organizada pela Câmara Americana de Comércio.

Ontem, o jornal britânico Financial Times informa que Brasil, Argentina e Bolívia planejam apresentar proposta conjunta que pode institucionalizar a quebra de patentes criadas nos países desenvolvidos.

Os três países deverão apresentar uma “agenda do desenvolvimento” na reunião anual da Ompi (Organização Mundial de Propriedade Intelectual) marcada para este mês.

Países em estágio avançado de inovação tecnológica acusam países mais pobres de praticar pirataria. Em 2001, José Serra, ministro da saúde à época, anunciou a quebra da patente de medicamentos para tratamento de hepatite C e para Aids.