O vice-governador e secretário da Agricultura e do Abastecimento, Orlando Pessuti, coordena o XV Reencontro de Piscicultores da Região Metropolitana, que será realizado hoje, às 9h, no auditório da Emater do Paraná. Mais de 100 piscicultores da região já confirmaram presença no evento, e o principal assunto a ser debatido é a comercialização, considerada maior entrave para o desenvolvimento da atividade.

Como alternativa, o secretário Orlando Pessuti e a diretora presidente da Ceasa/PR, Jane Setenareski, irão disponibilizar um boxe na Ceasa de Curitiba para a Cooperativa dos Piscicultores do Paraná – Coopispar, onde serão comercializados peixes vivos, eviscerados, filetados (resfriados, congelados e rotulados) e alevinos.

O pioneirismo dos criadores de peixes no Estado estendeu-se também para o processamento e, atualmente, existem dois abatedores com Serviço de Inspeção Federal, além de outros com o Serviço de Inspeção Estadual e Municipais. Existem ainda indústrias de processamento, e na região Sul, onde criam-se tilápias e carpas, o processo de filetagem é realizado na unidade localizada em Bocaiúva do Sul.

Comercialização

A piscicultura do Paraná tem crescido nos últimos anos e, atualmente, envolve cerca de 23 mil produtores, o que representa 5,7% do número total de produtores rurais. A produção anual situa-se em torno de 17.200 toneladas e 67% dela é direcionada para os pesque-e-pague, 19%, processada, e apenas 14% da produção é comercializada através de feiras e vendas diretas aos consumidores.

Como a área média ocupada por tanques é de 3.700 metros quadrados por produtor, a atividade enquadra-se no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Segundo levantamento realizado pela Emater na região de Curitiba, além de utilizar mão-de-obra familiar, a piscicultura gera empregos nos segmentos de transporte e processamento, na produção e distribuição de insumos, máquinas e equipamentos, e na prestação de serviços. O apoio dado ao desenvolvimento da piscicultura é reforçado por questões ambientais, por ser uma cultura perfeitamente adaptada para áreas de preservação e de mananciais.