A diretora da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, afirmou em uma rápida apresentação, na tarde desta terça-feira, 5, na Offshore Technology Conference (OTC) que toda a indústria de petróleo tem procurado a instituição com questionamentos sobre a política de conteúdo local, interessadas em mudanças nas regras.

A diretora voltou a afirmar que algumas mudanças na política devem vir já no edital para a 13ª Rodada de Licitações da ANP, com leilão previsto para o início de outubro, sem especificar quais. O tema tem dominado as dúvidas de investidores, analistas e executivos do setor que acompanham a apresentação de brasileiros desde a segunda-feira, 4, na OTC, evento que reúne 108,3 mil participantes de 130 países em Houston, Texas. Nos Estados Unidos.

Apesar de possíveis mudanças nas regras, a diretora da ANP ressaltou que o conteúdo local é uma política do Brasil que veio para ficar. Em alguns segmentos se mostrou bem-sucedida e permitiu a evolução de empresas brasileiras para companhias de classe mundial, competitivas em qualquer mercado.

“As oportunidades no setor de petróleo são muito grandes”, disse ela. Magda ressaltou que o Brasil já produz 700 mil barris de petróleo por dia extraídos do pré-sal, o equivalente a 28% do total da produção do país, e o País caminha em direção a 1 milhão de barris até 2017.

A diretora, ressaltou, porém, que as oportunidades de investimento no setor de petróleo e gás no Brasil vão muito além do pré-sal. “O Brasil é um país continental”, disse ela. “Introduzimos novas áreas de exploração desde 2013 e é isso que vamos fazer na 13ª rodada.” Ela disse que as bacias a serem ofertadas vão do Amazonas ao sul do Rio Grande do Sul, no mar e em terra e com oportunidades para participação de empresas de menor porte.

“Estamos seguindo em frente com o desenvolvimento do setor de petróleo no Brasil”, disse ela. “Empresas estrangeiras são muito bem-vindas ao País.”