A população ocupada nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil diminuiu 1,8% em agosto ante igual mês de 2014, a maior queda nesse tipo de confronto em toda a série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), iniciada em 2003. Isso significa que 415 mil vagas foram extintas no período, informou nesta quinta-feira, 24, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com a redução na ocupação, o número de desempregados aumentou consideravelmente em um ano. A alta na desocupação foi de 52,1% em agosto ante agosto do ano passado, o maior avanço já visto para o mês na série. Ao todo, 636 mil pessoas engrossaram a fila por uma colocação no mercado de trabalho.

O acréscimo de desempregados é maior do que o número de demitidos porque, nesse período, houve ainda mais gente entrando no mercado de trabalho e disputando uma vaga. Isto é, a população economicamente ativa avançou 0,9% em agosto ante igual mês do ano passado, adicionando 221 mil pessoas.

A população inativa, por sua vez, cresceu 1,5% neste confronto, com 292 mil pessoas a mais. No passado, porém, esse contingente crescia a taxas que superavam 3,5%.

A taxa de desemprego atingiu 7,6% em agosto, a maior para o mês desde 2009. O resultado é 2,6 pontos porcentuais maior do que o observado em igual período de 2014 (5,0%).

Na comparação de agosto contra julho, sem ajuste sazonal, as movimentações no mercado de trabalho metropolitano foram mais tímidas. Mesmo assim, o desemprego cresceu, e houve demissões. Ao todo, a população desocupada aumentou 0,7% (o menor resultado desde dezembro do ano passado, quando houve queda de 11,8%, no período de festas de fim de ano), com 13 mil pessoas a mais sem trabalho. Já a população ocupada diminuiu 0,1% em agosto ante julho, com 31 mil dispensas.

A população economicamente ativa caiu 0,1% em agosto ante julho, uma saída de 18 mil pessoas. Enquanto isso, a população inativa avançou 0,2% neste confronto, com 32 mil pessoas a mais.