Os Portos do Paraná continuam sendo a melhor alternativa do mundo para o escoamento de grãos. O Porto de Paranaguá, líder brasileiro e latino-americano na exportação de soja, alcançou o melhor desempenho de crescimento em comparação ao Porto de Santos, primeiro do Brasil na movimentação geral de produtos.

Os volumes extraordinários registrados pelo porto paranaense estão concentrados, principalmente, nas operações com produtos do segmento da Carga Geral e de Granéis Sólidos. No total, houve evolução representativa na movimentação de produtos em 2003, em comparação a 2002. Foram 33,5 milhões de toneladas em 2003, contra 28,5 milhões em 2002, um aumento de 17,67%. Já no porto paulista, o aumento no comparativo anual foi de 12,35%. “Crescemos mais porque, sem qualquer pretensão exagerada, somos o porto que mais se desenvolveu em um ano. Agregamos fatores importantes para o nosso sucesso: credibilidade junto aos clientes, eficiência e agilidade nas atividades e segurança das operações”, disse o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião.

De acordo com levantamento divulgado pela autarquia, a maior diferença entre os dois portos brasileiros revela-se na movimentação de produtos do complexo soja. Neste segmento, Paranaguá cresceu, em média, 13,6% e Santos 7,5%.

Entre 2002 e 2003, o Porto de Paranaguá aumentou as exportações de soja em grão em 15,4% e a de farelos em 7,5%, enquanto que em Santos os incrementos verificados destes produtos não ultrapassaram os 7,5%. O disparate é ainda maior quando verificadas as operações com óleo de soja. Enquanto o porto paranaense cresceu 24% entre 2002 e 2003, o terminal santista nem mesmo movimentou o produto nestes períodos. “Não somos nós que estamos afirmando, são os números, é o mercado que nos coloca entre os primeiros. Provamos que somos suficientemente capazes de atingirmos volumes extraordinários e recordes consecutivos mesmo sem contaminarmos nossa produção convencional com soja transgênica”, comentou o dirigente portuário.

Contribuição

O aumento na contribuição dos portos do Paraná no total de cargas movimentadas em todo o País também é um dos fatores que alavancam a imagem de seriedade e eficácia dos terminais paranaenses frente aos mercados nacional e internacional. O valor (em dólar) dos produtos exportados e importados pelo Porto de Paranaguá registrou um crescimento de 53,8% entre 2002 e 2003. Já em Santos o aumento verificado foi de 18,4%. A participação, também em dólar, do Porto de Paranaguá no total das cargas exportadas e importadas no Brasil obteve um aumento de 37% entre 2002 e 2003, enquanto que em Santos este índice foi de 4,9%.

Somente no quesito exportação, o Porto de Paranaguá registrou entre 2002 e 2003 incremento de 57% no valor (em dólar) dos produtos embarcados. Em Santos, o aumento foi de 28%. A participação do terminal paranaense nas exportações brasileiras obteve crescimento de 30% no comparativo anual, enquanto em Santos o aumento foi de 6%. Na importação, mais uma vez Paranaguá superou o porto paulista. Entre 2002 e 2003, o terminal paranaense registrou uma diferença positiva de 44% no valor dos produtos importados. Já no Porto de Santos o aumento anual foi de 4,3%. No total das importações brasileiras, a participação do Porto de Paranaguá (em moeda americana) obteve um incremento de 42% entre 2002 e 2003, enquanto em Santos o número chegou a 2%.

Recordes

A movimentação extraordinária de cargas pelos Portos do Paraná é proporcional ao volume de navios que atracaram no terminal paranaense. Em 2002, foram recebidas 2.050 embarcações, contra 2.265 no ano passado, um aumento de cerca de 10%, justificando os recordes registrados pela Appa no comparativo entre 2002 e 2003.

Somente em 2002, o Porto de Paranaguá recebeu mais de 290 mil veículos, um volume que foi superado em 2003, quando 347 mil caminhões passaram pelo Pátio de Triagem, representando um acréscimo de 19% no comparativo anual.

Receitas

A receita cambial gerada pelos embarques no Porto de Paranaguá em 2003 representou cerca de 90% do total registrado pelo Estado do Paraná. Em relação a 2002, o aumento verificado foi de 57%. Foram US$ 6,5 bilhões em 2003 contra US$ 4,1 bilhões no ano anterior.

De todas as constatações empregadas em levantamento realizado com base nos anos de 2002 e 2003, a receita financeira do Porto foi a que mais teve destaque. Os recursos financeiros atingiram os seguintes patamares: 18% de aumento na receita (de R$ 129 milhões em 2002 para R$ 152 milhões em 2003); queda de 35% nas despesas (passando de R$ 106 milhões em 2002 para R$ 69 milhões em 2003) e acréscimo de 181% (de R$ 49 milhões em 2002 para R$ 139 milhões no ano passado) no volume existente em caixa.

Segundo análise da Divisão Financeira da Autarquia, mesmo com as taxas de juros reduzidas de 26% ao ano em 2002, para 20,8% em média em 2003, obteve-se uma maior eficiência nas aplicações financeiras dos recursos em caixa da ordem de 30% no ano passado. Desta forma, aumentou-se em 181,5% o volume de recursos em caixa administrados pela Appa. Foi através de medidas minimizadoras de riscos a fraudes no faturamento, que proporcionou ao Porto de Paranaguá recuperar para os cofres públicos mais de R$ 3,3 milhões (valores nominais dos títulos) em faturas inadimplentes emitidas em gestões anteriores.

Atualmente, a Administração Portuária vem buscando junto aos usuários do terminal a reorganização dos cadastros feitos pelas empresas privadas que se utilizam do porto. Segundo Eduardo Requião, esta foi a alternativa encontrada para se restabelecer o controle sobre a documentação e idoneidade das empresas usuárias da estrutura portuária. “Atendemos os interesses da coisa pública bem administrada, da lisura das ações desta autarquia em nome da credibilidade e da imagem do porto internacionalmente”, comentou Requião.

Para chegar aos valores positivos, a Appa teve que assumir posturas firmes frente aos problemas existentes. Foram questionados contratos milionários, cortadas contas desnecessárias, combatidas a inadimplência, as fraudes e abolidas vantagens. De caixa zero, a administração passou a ter recursos próprios para investimentos importantes como a pavimentação em concreto nos 25 km de extensão das vias de acesso, construção da plataforma industrial e aumento da área primária do porto, além de contar com dotação orçamentária para execução de projetos de ampliação do porto já em andamento.

Fila de caminhões na BR diminui

A fila de caminhões que seguem até o Porto de Paranaguá estava, no final da tarde de ontem, no Km-57 na BR-277 ou três quilômetros depois da praça de padágio para quem se dirige ao litoral. Segundo a direção do porto, o trabalho no pátio de triagem de caminhões é normal e a expectativa é que durante a quinta-feira a fila fique menor ainda.

O DER pede atenção aos motoristas que seguem até as praias, já que os caminhões estão no acostamento da rodovia. A previsão é de que o fluxo de veículos nos próximos dois dias chegue a 1.500 por hora, o dobro da média dos dias normais. Ao todo, o litoral deve receber perto de 34 mil veículos durante o feriadão.

Para garantir mais segurança àqueles que ainda vão ao litoral, a Polícia Rodovia Estadual inicia hoje, às 9h, no posto rodoviário do Contorno Sul, no km-100 da BR-277, a Operação Páscoa. Neste ano, cerca de 900 policiais estarão nos 65 postos da Polícia Rodoviária Estadual em todo Paraná.