Distribuidoras e revendedores de combustíveis planejam investimentos de R$ 1,27 bilhão até 2005 na ampliação do número de lojas de conveniência em postos de gasolina. O objetivo é ampliar o número de lojas dos atuais 1,6 mil para mais de 4,1 mil. Este ano, as lojas de postos devem faturar, juntas, cerca de R$ 780 milhões, faturamento que as colocaria no oitavo lugar do ranking de supermercados, atrás da rede Zaffari, que faturou R$ 838,6 milhões em 2001.

Para os postos, é uma vingança pela entrada dos supermercados no segmento de combustíveis, diz um executivo da Federação Nacional do Comércio Varejista de Combustíveis (Fecombustíveis). Desde que começaram a vender gasolina, as redes supermercadistas vêm roubando clientes dos postos devido ao preço baixo, proporcionado por vantagens fiscais – um supermercado pode compensar os créditos do ICMS pago nos combustíveis em outros produtos.