Rio (AE) – A disparada das cotações internacionais do petróleo vem provocando pouco impacto no bolso do consumidor brasileiro, já que a Petrobras optou por segurar os preços dos principais combustíveis. De acordo com relatório do banco UBS, há hoje uma defasagem de 11% no preço da gasolina, 2% no preço do diesel e 15% no preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de botijão.

O banco não espera, porém, que a estatal vá repassar a alta no curto prazo, opinião que encontra eco em outras instituições financeiras. A decisão da estatal vem causando prejuízo às duas refinarias privadas nacionais, que não podem aumentar seus preços para não perder clientes.

A Refinaria de Manguinhos paralisou suas operações na quarta-feira e a Ipiranga informou que só tem estoque de petróleo para operar até o dia 15. Depois disso, também pode parar as atividades de refino, caso o petróleo não retorne a níveis mais baixos. As duas empresas negociam com o governo federal uma solução para o problema.

De acordo com a avaliação do mercado, no entanto, a Petrobras não tem grandes prejuízos ao não reajustar os preços dos demais produtos, já que ganha com a alta dos preços na hora de vender o petróleo que produz em suas refinarias ou ao exportar parte de sua produção.

Na semana passada, o presidente da estatal, Sérgio Gabrielli, disse que aumentos nos preços dos combustíveis têm impacto nas vendas da companhia e, por isso, qualquer decisão nesse sentido tem que ser tomada com cautela.