Nova York (das agências) – Os preços do petróleo subiram para quase US$ 71 o barril, ontem, dia em que as empresas de petróleo foram verificar os estragos causados pela passagem do furacão Katrina pelo Golfo do México. Os contratos do U.S. Linght chegaram a ser negociados ao preço recorde de US$ 70,85, mas recuaram e fecharam cotados a US$ 69,81, com alta de US$ 2,81 o barril. O valor é o maior já registrado no fechamento do pregão desde a abertura da Bolsa Mercantil de Nova York na década de 80.

A tempestade, que já deixou dezenas de mortos, talvez centenas, fez com que toda a produção do Golfo do México fosse suspensa. Além disso, provocou o fechamento de nove refinarias ao longo da costa, de acordo com o governo. A região é responsável pelo abastecimento de um quarto do consumo dos Estados Unidos, daí o nervosismo do mercado.

Analistas de energia dizem que os preços do petróleo podem chegar a US$ 80 o barril e que motoristas americanos podem, muito em breve, ter que desembolsar até US$ 3 pelo galão de gasolina caso as empresas relatem prejuízos de suas instalações petrolíferas.

?Um barril a US$ 80 não está fora de questão caso tenha havido danos mais graves?, disse um analista do National Australia Bank.

A última vez em que os barris chegaram a US$ 80, ajustados pela inflação americana, foi na década de 80, depois da revolução iraniana.

Contratos futuros de combustível para calefação e de gasolina também tiveram picos históricos, espalhando mais temor entre consumidores que se preparam para enfrentar o inverno americano.

?Apertem seus cintos, pois o pico da estação de furacões deve durar até meados de outubro e nós já tivemos dois furacões atingindo a costa do Golfo até agora?, disse a analista Deborah White, da SG Commodities em Paris.