Você já pensou em ter um “emprego verde”? Se ainda não, é recomendável ficar atento, pois este tipo de trabalho está crescendo e tem tudo para se expandir ainda mais nos próximos anos em função da sustentabilidade.

E a demanda é grande. Basta pensar em um edifício verde (ou sustentável): desde a confecção do projeto (para o qual são necessários arquitetos e engenheiros) até a produção propriamente dita (onde trabalham pedreiros, mestres de obra, etc.) e, ainda, chegando na área de manutenção.

Um edifício verde economiza energia elétrica, de água e até de produção de esgoto. Um exemplo será o Green Building Comercial de Curitiba, da construtora Laguna, que será lançado mês que vem.

Quem procurar o local para instalar sua empresa ou empreendimento terá 45% de economia somente na conta de água. De esgoto, a redução chega à metade. Porém, toda a sustentabilidade tem um custo: o da mão de obra. E quem trabalha com isso conta que não está sendo fácil encontrá-la.

“Há falta de profissionais para trabalhar nessa área. Um exemplo é a área de simulação energética. Mas estamos em processo de recrutamento”, analisa o diretor da Petinelli, Guido Petinelli, empresa de Curitiba que presta assessoria para construtoras que desenvolvem projetos sustentáveis.

Para Petinelli, é preciso investimento na área, pois a sustentabilidade é o futuro. “Na realidade precisamos que o emprego verde vire bandeira política. Ele agrega conhecimento à mão de obra, não é facilmente exportado, e ainda paga mais. E estamos falando de benefícios para o meio ambiente e para todo o país, do ponto de vista cultural”, afirma.

Além das vantagens salariais e de auxílio ao meio ambiente pelo lado de quem projeta e realiza o empreendimento, quem for trabalhas nos prédios verdes também terá mais qualidade de vida, pois a qualidade do ar será melhor, além do conforto térmico e da iluminação. As técnicas dos prédios verdes reduzem CO2 e os resíduos da obra. Utiliza o sistema woodframe, que reduz em até 80% os resíduos sólidos.

O engenheiro e diretor da empresa Tecverde, Caio Bonatto, trouxe a tecnologia da Alemanha (a empresa é formada por um grupo de seis pessoas que trabalharam a ideia na universidade). A Tecverde vai lançar em Curitiba, também no mês que vem, a primeira fábrica de casas sustentáveis na cidade.

Recentemente, o Sesi lançou em Curitiba o primeiro curso de pós-graduação em gestão sustentável da indústria. O programa tem o objetivo de sanar as necessidades de capital humano das empresas, preparando profissionais com características específicas em processos sustentáveis.

O curso tem duração máxima de dois anos. As aulas das disciplinas obrigatórias serão realizadas as sextas-feiras das 18h30 às 22h e aos sábados das 8h30 às 12h30. Já as disciplinas optativas poderão ser cumpridas de segunda a sexta-feira, das 19h15 às 22h30 e aos sábados das 8h30 às 12h30, na sede da FAE Business School. Para mais informações e inscrições acesse www.fae.edu ou ligue (41) 2105-4087.