Rio – O presidente da TAM, Daniel Mandelli Martin, deixou a presidência da empresa. Mandelli alegou “motivos pessoais” para se afastar do comando da empresa. Mandelli estaria insatisfeito com o rumo do processo de fusão com a Varig. O contrato de fusão Varig-TAM já estaria assinado se não houvesse uma série de liminares impedindo a negociação.

Apesar de contar com bom trânsito no governo, Mandelli não teria recebido o apoio necessário para levar a fusão adiante. Desgastado durante o processo, ele teria preferido deixar o cargo, segundo fontes do mercado.

Para analistas do setor, está cada vez mais difícil viabilizar a fusão Varig-TAM. Integrantes do conselho de administração da TAM não tinham a mesma opinião de Mandelli e duvidavam dos benefícios que a TAM poderia ter com a fusão.

A situação é ainda mais confusa do lado da Varig, onde vários grupos disputam o poder da companhia aérea. Um dos grupos defende a fusão e outro tenta impedir a operação na Justiça.

Mandelli será substituído interinamente na presidência do conselho de administração pelo vice-presidente, Antonio Luiz Teixeira de Barros Júnior.

Barros ficará no cargo até a realização de uma assembléia que vai empossar Noemy Almeida Oliveira Amaro, viúva do comandante Rolim Amaro, na presidência do conselho de administração. A assembléia ainda indicará um novo nome para a presidência da TAM.

Currículo

Martin assumiu o a presidência da TAM em julho de 2001, logo após a morte de seu cunhado, Rolim Amaro.

Casado com uma irmã de Rolim, Lesy Amaro Martin, Mandelli começou a trabalhar na TAM em 1973 como estagiário administrativo.

Antes de assumir a presidência da TAM, Mandelli era responsável pelo planejamento estratégico e pelas finanças. Era ele quem negociava contratos para a compra de aviões.